sábado, 9 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Yes You Can
[...]
We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.
We have been told we cannot do this by a chorus of cynics... they will only grow louder and more dissonant... We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.
But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.
Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea.
Yes. We. Can.
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4.2.08
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
O Estado da Nação
continuação
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27.1.08
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Simone de Beauvoir
"On ne naît pas femme, on le devient!"
Simone de Beauvoir nasceu faz hoje 100 anos.
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9.1.08
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domingo, 6 de janeiro de 2008
Luiz Pacheco, 1925-2008
Luiz Pacheco foi, talvez, um ícone duma certa Lisboa. Como diz João Pedro George no "Público" - "tipo humano singular e irrepetível".
Foi no blog "Esplanar", de que JPG fazia parte, onde li uma excelente entrevista a Luiz Pacheco. Foi, também, pela 'pena' de JPG que tive acesso a uns textos seus. Podem ler-se aqui.
Não resisti a copiar o post de Armando Rocheteau no "2+2=5",
"Em toda a cidade que dorme e respira, eu luto com a dispneia e escrevo. Em toda a cidade que repousa e se esquece, na Avenida dos Combatentes eu debato-me contra a morte e escrevo diante da minha pequena tribo que dorme. A tribo dorme: a Lina mostra um punho fechado (ideias avançadas terá a mocinha?); o rapaz está de costas e quase destapado (parece um Cupido cansado; na larga queixada, porém, uma expressão terrena, máscula - a cara camponesa e rude do avô Matias); o bebé ressona ou balbucia qualquer uma esperança que só ele entende. Ela, a Irene, a minha pequena deusa de tranças loiras, encosta-se a mim e calada cálida repousa cansada. Sou um deus grego ! Fauno serôdio, Pan sem flauta, Orfeu decaído de quantas desilusões e frios cinismos, um Vulcano cornudo às ordens de Vocências, do meu espaldar senhorial contemplo o rebanho provisório que inventei, patriarca e profeta do meu próprio futuro. E receio, oh como receio, que os deuses a valer me castiguem! E desejo, oh como desejo, que chegue a manhã e eu esteja respirando ainda pelos foles dos pulmões que o enfizema vai dilatando minguando a elasticidade; que o meu coração eia! sus! bata ainda quando, num quintal que não sei, perto, o galo canta.
COMUNIDADE"
Luiz Pacheco será cremado terça-feira.
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6.1.08
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sábado, 8 de dezembro de 2007
A greve dos Guionistas
Tudo bem explicado e todos entendem...
Apesar das gargalhadas enlatadas, excelente colaboração de Woody Allen.
Tirado do cinco dias
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8.12.07
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Maurice Béjart, 1927-2007
Béjart morreu.
Há cerca de 40 anos teve a 'leviandade', numa vinda ao Coliseu, de manifestar o seu apoio aos movimentos de libertação africanos e a PIDE fez o favor de o acompanhar desde o Coliseu até ao aeroporto, não fosse ele perder-se por Lisboa e fazer, ainda mais, estragos... e, assim, lá tivemos de digerir mais uma vergonha.
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23.11.07
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domingo, 18 de novembro de 2007
Não deixemos que fechem o Quarteto
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18.11.07
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domingo, 11 de novembro de 2007
"Um sonho americano"
[...]
Uma leve náusea, parecida à depressão com a qual uma pessoa pode acordar todas as manhãs durante anos, andava à deriva nos meus pulmões. Se alegasse loucura temporária, Leznicki e eu seríamos irmãos, estaríamos na eternidade muito juntos, em fila indiana, marcando passo. Não obstante, senti-me tentado, porque me haviam reaparecido o vazio no peito e a sensação de vácuo no estômago. Não tinha a menor certeza de poder continuar. Não, interrogar-me-iam interminavelmente, diriam verdades e mentiras, tão depressa se mostrariam amigos como inimigos e, entretanto, eu continuaria a respirar o ar daquela sala, com os seus cigarros e charutos, o café que sabia a cafeteira suja, o cheiro distante a instalações sanitárias e lavandarias, a depósitos de sucata e de cadáveres, veria paredes verde-escuras e tectos branco-encardidos, escutaria murmúrios subterrâneos, abriria e fecharia os olhos sob a luz abrasadora das lâmpadas eléctricas, viveria num túnel de metropolitano, durante dez ou vinte anos, e de noite dormiria numa cela sem nada que fazer além de deambular no chão de pedra. Morreria de torpores intermináveis e projectos caducados.
[...]
Norman Mailer, Um sonho americano
Norman Mailer nasceu em 1923 e morreu ontem.
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11.11.07
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Pela reposição dos Benefícios Fiscais
«Não concordamos
Não concordamos que se diminua a qualidade de vida das pessoas com deficiência.
Já chega tudo o que têm de enfrentar no dia a dia:
Barreiras físicas que lhes limitam a mobilidade. Barreiras comunicacionais que lhes limitam o acesso à informação e ao conhecimento. Preconceitos que lhes limitam a vida.
Pessoas a quem é negada a igualdade com os restantes cidadãos no acesso à educação, emprego, cultura e lazer têm de ser objecto de uma política activa de inclusão. Os benefícios ou deduções fiscais são uma componente essencial dessa política, pois garantem às pessoas com deficiência um rendimento extra que lhes permite fazer face aos custos decorrentes da sua deficiência.
A proposta do Governo na lei do Orçamento de Estado de 2007, reiterada para o Orçamento de Estado de 2008, de retirar benefícios fiscais às pessoas com deficiência em sede de IRS não é justiça social.
Retirar benefícios, que estavam consagrados desde 1988, a quem tem de se confrontar diariamente com inúmeros obstáculos para aceder e se manter no mercado de trabalho, com custos elevados para compensar o seu handicap, é penalizar o esforço de integração feito por essas pessoas e reduzir-lhes drasticamente a qualidade de vida.
Ao alterar a situação vigente desde 1988, sem que para tal tenha efectuado qualquer estudo sobre os custos da deficiência, o Governo legislou sobre o que não conhecia, escolhendo uma via fácil, mas injusta, de melhorar a situação de algumas pessoas com deficiência mais carenciadas, à custa de aumentos de imposto perfeitamente inadmissíveis dos que têm rendimentos médios, como tem sido demonstrado pela imprensa.
Assim, nós, abaixo assinados,
Apelamos ao Governo para que realize um estudo sobre os custos que as pessoas com deficiência suportam para compensar o seu handicap, e que só então defina quais os benefícios ou deduções fiscais que devem compensar esses custos;
Apelamos ao Governo para que evite as situações económicas de ruptura familiar que está a criar com as recentes medidas e que, até ter um conhecimento aprofundado das situações reais, reponha os benefícios fiscais para as pessoas com deficiência, mantendo, porém, a dedução à colecta que definiu recentemente, deixando-as optar pelo sistema de cálculo que lhes seja mais favorável;
Apelamos ainda ao Governo para que fiscalize e puna severamente quem de modo fraudulento aceda a benefícios que devem ser exclusivos das pessoas com deficiência, pondo assim termo a insinuações lesivas da sua honorabilidade.
Lisboa, 19 de Outubro de 2007»
Esta petição encontra-se aqui.
O blogue do movimento encontra-se aqui.
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9.11.07
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
O que se diz por aí (I):
JORNAIS:
No DN, "As Sondagens Da Rutura" por Baptista Bastos
Não gosto de escrever isto: mas José Sócrates mentiu, descredibilizou todos os princípios de progresso e de justiça contidos na doutrina do seu partido, tripudiou sobre os códigos genéticos de uma certa esquerda, desrespeitou os eleitores e desacreditou as palavras, em nome de uma receita pessoal. A fraude não poderia manter-se. O confronto político estava retirado, inexistia ou se dissolvia numa inutilidade loquaz. As coisas mudaram de figura. A consistência deste Executivo é tão frágil que duas ou três brandas declarações de Menezes se transformaram em hecatombe.
e,"O FRACASSO DA ESCOLA PÚBLICA?" por Pedro Lomba
Também eu sou um produto da escola pública. Também me irrito quando vejo o ensino público comandado por sábios e distante das necessidades do mundo que devia servir. Como Rui Tavares fez no Público, penso nos meus velhos colegas de liceu da Padre Alberto Neto (já agora, 168 no "Ranking"). Tínhamos uma escola heterogénea. Um de nós foi quase o melhor jogador de futebol da nossa geração. Outro pertenceu à boys-band Excesso. Havia uma miúda muito gira que já não é tão gira e acabou em modista. Há escolas que produzem estadistas, a minha gerou cançonetistas, desportistas e este vosso escriba anafado. Mas quando penso em todos os meus ex-colegas que não contribuíram para a nossa subida no ranking ou que ficaram pelo caminho, não me ocorre atribuir responsabilidades à escola pública. Nem a eles. A vida é complicada.
BLOGUES:
No "Zero de conduta" um conjunto de excelentes posts a propósito da disputa ensino privado/ensino público sob o título: "A distopia liberal sobre a escola pública" I, II, III, IV.
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1.11.07
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
José Cardoso Pires, 1925-1998
"Janeiro de 1995, quinta-feira. Em roupão e de cigarro apagado nos dedos, sentei-me à mesa do pequeno-almoço onde já estavam a minha mulher com a Sylvie e o António que tinham chegado na véspera a Portugal. Acho que dei os bons-dias e que, embora calmo, trazia uma palidez de cera. Foi numa manhã cinzenta que nunca mais esquecerei, as pessoas a falarem não sei de quê, e eu a correr a sala com o olhar, o chão, as paredes, o enorme plátano por trás da varanda. Parei na chávena de chá e fiquei.
Sinto-me mal, nunca me senti assim, murmurei numa fria tranquilidade.
Silêncio brusco. Eu e a chávena debaixo dos meus olhos. De repente viro-me para a minha mulher: «Como é que te chamas?»
Pausa. «Eu? Edite.» Nova pausa. «E tu?»
«Parece que é Cardoso Pires», respondi então."
in De Profundis, Valsa Lenta
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26.10.07
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Georges Brassens, 1921-1981
« Dieu, s'il existe, il exagère »
Les sabots d'Hélène
Les sabots d'Hélène
Etaient tout crottés
Les trois capitaines
L'auraient appelée vilaine
Et la pauvre Hélène
Etait comme une âme en peine
Ne cherche plus longtemps de fontaine
Toi qui as besoin d'eau
Ne cherche plus, aux larmes d'Hélène
Va-t'en remplir ton seau
Moi j'ai pris la peine
De les déchausser
Les sabots d'Hélèn'
Moi qui ne suis pas capitaine
Et j'ai vu ma peine
Bien récompensée
Dans les sabots de la pauvre Hélène
Dans ses sabots crottés
Moi j'ai trouvé les pieds d'une reine
Et je les ai gardés
Son jupon de laine
Etait tout mité
Les trois capitaines
L'auraient appelée vilaine
Et la pauvre Hélène
Etait comme une âme en peine
Ne cherche plus longtemps de fontaine
Toi qui as besoin d'eau
Ne cherche plus, aux larmes d'Hélène
Va-t'en remplir ton seau
Moi j'ai pris la peine
De le retrousser
Le jupon d'Hélèn'
Moi qui ne suis pas capitaine
Et j'ai vu ma peine
Bien récompensée
Sous le jupon de la pauvre Hélène
Sous son jupon mité
Moi j'ai trouvé des jambes de reine
Et je les ai gardés
Et le cœur d'Hélène
N'savait pas chanter
Les trois capitaines
L'auraient appelée vilaine
Et la pauvre Hélène
Etait comme une âme en peine
Ne cherche plus longtemps de fontaine
Toi qui as besoin d'eau
Ne cherche plus, aux larmes d'Hélène
Va-t'en remplir ton seau
Moi j'ai pris la peine
De m'y arrêter
Dans le cœur d'Hélèn'
Moi qui ne suis pas capitaine
Et j'ai vu ma peine
Bien récompensée
Et dans le cœur de la pauvre Hélène
Qu'avait jamais chanté
Moi j'ai trouvé l'amour d'une reine
Et moi je l'ai gardé
Paroles: Georges Brassens. Musique: Georges Brassens 1954
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
Adriano - 25 anos depois

ADRIANO
Não era só a voz o som a oitava
que ele queria sempre mais acima
nem sequer a palavra que nos dava
restituída ao tom de cada rima.
Era a tristeza dentro da alegria
era um fundo de festa na amargura
e a quase insuportável nostalgia
que trazia por dentro da ternura.
O corpo grande e a alma de menino
trazia no olhar aquele assombro
de quem queria caber e não cabia.
Os pés fora do berço e do destino
pediu uma cerveja e poesia.
E foi-se embora de viola ao ombro.
Manuel Alegre, Coimbra Nunca Vista
(Canção com lágrimas de Manuel Alegre)
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sábado, 13 de outubro de 2007
Paulo Autran (1922 - 2007)
Paulo Autran no ensaio geral de "O Avarento"
Deixou-nos esta 6ª feira.
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