quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
E a gente a pensar que isto tinha acabado
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sábado, 6 de agosto de 2011
Ainda a Amy
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Amy Winehouse (1983 - 2011)
Foi-se o vozeirão. Fiquei triste.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Lucian Freud (1922 - 2011)
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)
É assim que quero recorda-la: lutadora implacável atingindo por vezes uma excessiva exaltação.
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domingo, 3 de julho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
123 anos

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Nos 80 anos de João Gilberto
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Directo da Puerta del Sol
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Defender a DEMOCRACIA - É URGENTE
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Engenharias(?) Financeiras
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Manuel António Pina

A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —
Manuel António Pina
Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde
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sábado, 7 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Menino do bairro negro
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sábado, 9 de abril de 2011
Sidney Lumet (1924 - 2011)
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