domingo, 18 de dezembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011


Dividocracia





Excelente documentário sobre as origens e consequências da crise na Grécia.

sábado, 5 de novembro de 2011


Z





Importante ver e/ou rever nos tempos que correm.


sábado, 24 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011


Strange Fruit






Passei no "cinco dias" e lembrei-me desta outra versão de Nina Simone.


sábado, 23 de julho de 2011


Amy Winehouse (1983 - 2011)






Foi-se o vozeirão. Fiquei triste.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)





É assim que quero recorda-la: lutadora implacável atingindo por vezes uma excessiva exaltação.



domingo, 3 de julho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011


123 anos






No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


sexta-feira, 10 de junho de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011


Manuel António Pina






A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —

Manuel António Pina
Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde


quarta-feira, 4 de maio de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

domingo, 6 de março de 2011


A luta é alegria, pois então!





Quer-me parecer que estamos a ser atingidos por alguma corrente de ar vinda ali do Norte de África.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Zeca Afonso - Vejam Bem





Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

domingo, 13 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!




Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.

Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,

Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tom Jobim - Garota de Ipanema (live on tv show)



Passam, hoje, 84 anos sobre a data do seu nascimento

sábado, 15 de janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011


A suprema coerência





Vídeo editado pelo "31 da Armada".