quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


"A bem da Nação"!!!!



«Exmo. Sr. ou Sr.ª:

Director / Presidente do Conselho Executivo

Em primeiro lugar gostaria de agradecer toda a colaboração e apoio sempre demonstrado pela escola que V. Ex.ª dirige. Estou certa que o processo de avaliação de desempenho tem merecido da escola um trabalho acrescido na sua implementação. Espero convictamente que as reuniões de trabalho já realizadas com todos os coordenadores e membros da gestão, tenham sido um contributo para a organização do processo. Da nossa parte iremos desenvolver outros processos de apoio designadamente, onde os esclarecimentos e a nossa organização não correspondeu a certas expectativas dos participantes, quer nas escolas com maior número de perguntas colocadas nas Equipas de Apoio às Escolas da DREN e nos serviços da sede.

Importa contudo antes do mais dar garantias a todos, e estas devem constituir prioridade para todos nós, pelo que chamamos a sua particular atenção para o facto de estarem também a chegar a diferentes serviços do Ministério da Educação queixas de docentes que se vêem inibidos ou impedidos de prosseguir com o processo de avaliação de desempenho.

Atendendo a que o processo de avaliação de desempenho do pessoal docente deve prosseguir com normalidade em todas as escolas, e que os normativos que o regulam (Decretos Regulamentares nºs 2/2008 e 11/2008) estão em vigor e neles se baseiam as alterações aos despachos recentemente aprovadas e dadas a conhecer a todas as escolas, vimos solicitar o seguinte:

· Os directores e os conselhos executivos, enquanto garantes do cumprimento da legalidade nas escolas, devem assegurar a criação das condições indispensáveis ao normal desenvolvimento do processo de avaliação, intervindo sobretudo nas situações impeditivas do exercício do direito à avaliação por parte dos docentes;

· Os directores e os conselhos executivos devem desmentir eventuais informações que dêem como suspenso o processo na escola que dirigem, uma vez que tal é susceptível de alimentar dúvidas e incertezas junto de todos os que querem prosseguir o seu trabalho e se sentem sem protecção no interior da escola.

Com os votos de Boas Festas e os meus melhores cumprimentos,

A Directora Regional de Educação do Norte

Margarida Moreira
»

Tirado daqui.

Faz inveja a qualquer ex-ministro da eduacão nacional.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


"Apenas gente inútil e de vida amarga"...



A ler aqui e aqui.


"(...) Para esse curioso grupo farcista, bem como para os neófitos professos da "nova esquerda" (velha direita, entenda-se), a "defesa" de Lurdes Rodrigues é uma questão de emprego, de orfandade, de requinte fradesco, de azedume romântico, de ociosidade, de copiosa ignorância. Não há nada de ingénuo e íntegro, por ali. Apenas gente inútil e de vida amarga."

in "Almocreve das Petas"



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008


Eu?!



(...) Mas os críticos da ministra estão longe de estar apenas nas fileiras da oposição ou dos sindicatos. "Tenho uma longa relação de amizade e colaboração com a Maria de Lurdes Rodrigues e não queria estragar essa relação mais do que provavelmente já está", começa Manuel Villaverde Cabral, 68 anos, investigador, presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Sociais.
"Vai arrastar Sócrates "
Apesar das reservas, continua. "Não se pode ser 'autoritário' com os professores", fazer deles "o bode expiatório do insucesso escolar", ser "'liberal' com os alunos e completamente 'populista' com as chamadas famílias - que, de forma geral, não são capazes nem fazem qualquer esforço para apoiar os filhos no processo de aprendizagem -, quando toda a gente sabe que, em qualquer sociedade, os alunos só têm êxito quando os pais entram com a sua quota-parte de esforço!"
O sociólogo acha que o raciocínio político de Lurdes Rodrigues foi este: "O sistema educativo não funciona; a culpa é dos professores; o castigo será a avaliação!" Resultado: "A carreira dela como ministra não tem salvação. E, como o primeiro-ministro não pode demiti-la, sob pena de perder a face, é ela quem vai arrastar o engenheiro Sócrates para o 'inferno'." Villaverde Cabral, que falou ao P2 dois dias antes de o Governo anunciar que iria rever aspectos da avaliação do desempenho docente, faz questão de sublinhar que esta é a sua apreciação de "analista político".
"Eu?!" - é a resposta espontânea da ministra quando se lhe pergunta se vai arrastar o primeiro-ministro para o inferno. (...)

in jornal "Público" de 28.11.2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


E depois da maré vazar?




do que melhor se escreveu sobre estes dias.

terça-feira, 19 de agosto de 2008


Dorival Caymmi (1914-2008)



Com Gal Costa (Só louco)



Com algum atraso, fica o registo do seu desaparecimento em 16 de Agosto.

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008





Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade (f. 13-6-2005)





Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...

Fernando Pessoa(n. 13-6-1988)

quarta-feira, 16 de abril de 2008


Há um mês entregou as chaves

do cinema Quarteto




Pedro Bandeira Freire morreu hoje, no Hospital de Santa Maria em Lisboa, na sequência de um acidente vascular cerebral.

Obrigada PBF, pelas muitas horas que passei naquelas cadeiras vermelhas do Quarteto.


sábado, 5 de abril de 2008


Centenário - 2ª parte




"Rapzódia Húngara" - 1ª parte, Lizt


"Rapzódia Húngara" - 2ª parte, Lizt


"Abertura de Guilherme Tell", Rossini



"Radetzky March", Johann Strauss


Aqui pode ler-se uma pequena biografia de Karajan.



No centenário do seu nascimento


HERBERT VON kARAJAN




"Bolero", Maurice Ravel





"Danúbio Azul", Johann Strauss





"Tannhäuser" - 1ª parte da abertura, Wagner





"Tannhäuser" - 2ª parte da abertura, Wagner




sábado, 29 de março de 2008


A ler:



A nebulosa reaccionária, em "Os tempos que correm".

Adolescentes, inimputáveis e têvês, em "Cinco dias".

Ponto Final, em "A origem das espécies".

A adolescente..., no Público.


sexta-feira, 21 de março de 2008


Assim vai a Escola



É esta a nossa triste realidade...


O vídeo que se encontrava aqui foi retirado por mim. O assunto tomou proporções que me desgostaram e decidi não continuar a exibi-lo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008


VPV no seu melhor




Tal como Vasco Pulido Valente também penso que os professores não devem ser avaliados. Deixo a justificação para mais tarde.


A avaliação da srª ministra


Por não me ter sido possível estar presente na manif, uma amiga enviou-me estas fotos. Aproveito para manisfestar toda a minha solidariedade com os colegas em luta, ainda mais por ter sido possível a união de todos. Os professores estão de parabéns.








Também estou de luto





terça-feira, 4 de março de 2008


Giuseppe di Stefano (1921 - 2008)





Após quatro anos em coma morreu ontem em Milão.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008


Yes You Can





[...]

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics... they will only grow louder and more dissonant... We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea.

Yes. We. Can.



terça-feira, 29 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008


O Estado da Nação





continuação




Sem comentários...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008


Simone de Beauvoir



"On ne naît pas femme, on le devient!"





Simone de Beauvoir nasceu faz hoje 100 anos.


domingo, 6 de janeiro de 2008


Luiz Pacheco, 1925-2008




Luiz Pacheco foi, talvez, um ícone duma certa Lisboa. Como diz João Pedro George no "Público" - "tipo humano singular e irrepetível".

Foi no blog "Esplanar", de que JPG fazia parte, onde li uma excelente entrevista a Luiz Pacheco. Foi, também, pela 'pena' de JPG que tive acesso a uns textos seus. Podem ler-se aqui.

Não resisti a copiar o post de Armando Rocheteau no "2+2=5",

"Em toda a cidade que dorme e respira, eu luto com a dispneia e escrevo. Em toda a cidade que repousa e se esquece, na Avenida dos Combatentes eu debato-me contra a morte e escrevo diante da minha pequena tribo que dorme. A tribo dorme: a Lina mostra um punho fechado (ideias avançadas terá a mocinha?); o rapaz está de costas e quase destapado (parece um Cupido cansado; na larga queixada, porém, uma expressão terrena, máscula - a cara camponesa e rude do avô Matias); o bebé ressona ou balbucia qualquer uma esperança que só ele entende. Ela, a Irene, a minha pequena deusa de tranças loiras, encosta-se a mim e calada cálida repousa cansada. Sou um deus grego ! Fauno serôdio, Pan sem flauta, Orfeu decaído de quantas desilusões e frios cinismos, um Vulcano cornudo às ordens de Vocências, do meu espaldar senhorial contemplo o rebanho provisório que inventei, patriarca e profeta do meu próprio futuro. E receio, oh como receio, que os deuses a valer me castiguem! E desejo, oh como desejo, que chegue a manhã e eu esteja respirando ainda pelos foles dos pulmões que o enfizema vai dilatando minguando a elasticidade; que o meu coração eia! sus! bata ainda quando, num quintal que não sei, perto, o galo canta.

COMUNIDADE"


Luiz Pacheco será cremado terça-feira.